Um espaço independente, informativo e sugestivo, moderado pelas piores pessoas, com o objetivo de estragar mentes com algum resquício de sensatez.

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Pedimos desculpas aos que se sentirem ofendidos com alguma, qualquer, ou todas as postagens. A intenção não é essa. Talvez só um pouco, bem pouquinho.

sexta-feira, 26 de junho de 2009

Site de fanfics gerais.

Estava mexendo no site de uma banda e encontrei a rede ‘ning’. Não é paga, é fácil de mexer e disponibiliza uma série de recursos: grupos com fóruns específicos, fórum geral, blog, comentários nos perfis, postagem de fotos, músicas, vídeos, adição de amigos, envio de mensagens e uma janela para chat.

Tive poucas opiniões, poucas críticas, poucas sugestões, mas a maioria delas foi positiva, então decidi publicar por aqui e vou explicar por quê:

A intenção de criar esse site não é de roubar leitores e escritores da comunidade, é de abrir um espaço para fanfics diferentes. O fandom estrangeiro é muito mais amplo que o nacional; parece que escritores e leitores aceitam mais temas, mais ships, se arriscam mais, não têm medo de divulgar o que escrevem.

Antes eu achava que só eu era chata demais a ponto de olhar para as fics brasileiras e não me interessar por 98% delas, mas faz um tempo que vejo que não sou a única. Muitos enredos são batidos, são clichês e se adaptam ao padrão da comunidade para conseguirem leitores. Não sei vocês, mas eu me cansei um pouco disso.

A fofura abstrata é legal até certo ponto, assim como os dramas forçados, os assassinatos idênticos uns aos outros e as PWPs sem sentido, mas eu mesma tenho fanfics que não se encaixam em nenhuma das categorias mais lidas e não posto por causa disso. Posto, mas apago, como muita gente faz, porque começamos com algo diferente e o que encontramos é uma série de leitores que obviamente estão ali por causa da amizade ou apenas por educação, compaixão.

O que eu proponho é que entrem no site aqueles que quiserem postar e ler fics novas, desde textos mais trabalhados até enredos e ships incomuns, rejeitados no fórum da comunidade. Assim teremos a certeza de que vamos dar uma olhada por lá e conseguir o que é difícil de encontrar na comunidade. Se for preciso começar com traduções estranhas, que seja feito, mas que possamos quebrar o padrão com isso.

Eu realmente quero tentar, e peço ajuda aos que também se interessarem por isso. Podemos ter cinco, dez pessoas, não importa o número. O que importa é saber que em algum lugar vamos ter fácil acesso a enredos menos batidos.

O site é esse: http://ficsdebandas.ning.com

Os grupos são esses (são apenas exemplos, claro, teremos grupos para todas as bandas sobre as quais as autoras queiram escrever): http://ficsdebandas.ning.com/groups

E aqui é o fórum geral: http://ficsdebandas.ning.com/forum

Agradeço desde já. Aos interessados: fucem no site para mais detalhes.


- Por Cínthia Zagatto.


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sábado, 13 de junho de 2009

Entrevista: Gabee Comeau.

Gabriela Dias da Silva, 21, Rio de Janeiro.


Você foi uma das autoras mais conhecidas e procuradas da comunidade. Como tudo isso começou?

Em 2005, quando fui ao show do Simple Plan, já tinha certo conhecimento sobre Hott Baguettes. No mesmo mês, eu comecei a ler. A comunidade Pierre (L) David era linda, e eu logo recebi um link para uma tradução, encontrei o LiveJournal e assim foi indo.


O que te influenciou a escrever?

Eu sempre gostei da época High School, estar no colégio me ajudou. A inspiração veio com Queer as Folk e algumas músicas. Comecei quando estava lendo fics da Isis e da Steh, e também me inspirava com as estórias da americana Sid.


Como se sente por ter seu trabalho reconhecido, tendo leitores até hoje, sem sequer as fics estarem postadas na comunidade?

Acho estranho, mas é engraçado. Ofereceram-me um lugar na fila do show do My Chemical Romance, e eu dei até um autógrafo na bienal. É ótimo, eu fico muito feliz com isso.


Aquela que a levou ao topo foi a ‘New School’?

Sim, o meu bebê. Era uma época em que eu me divertia muito com isso. Tinha terminado de escrever uma fic também colegial, e era pré-vestibulanda, então escrevi cerca de quatro capítulos, a Isis gostou e teve muita influência por ser a melhor beta-reader. Foi escrita conforme os leitores comentavam, eu adorava surpreender, e já tinha a ideia do final. Escutei as músicas certas nos momentos certos, e tudo se encaixou.


O que afastou você da comunidade? Antes suas fics podiam ser encontradas quase todo mês, mas faz algum tempo que não aparece algo seu nos tópicos.

Minha falta de tempo me desanimou, além de que na época eu estava com uma fic dedicada a alguém com quem discuti. As brincadeiras entre Pierre e David foram diminuindo nos últimos dois anos, e elas me inspiravam. Todo mundo sabia que não havia uma pegação ali, mas aquilo me animava. Eu cheguei a escrever uma one-shot Frerard, mas 98% das minhas fics eram Hott Baguettes, e eles amadureceram.


Tem vontade de voltar a postar?

Às vezes tenho vontade, mas não consigo terminar algo. Além disso, acho que o nível da comunidade caiu bastante. A preocupação com betagem é pequena, e há fics muito clichês, com temas repetitivos, quase plagiados.


Plágios?

Nunca! Já tive muitos problemas com isso para chegar a pensar na possibilidade, além de ser algo que me irrita. Se não tem ideias, deixe outra pessoa escrever. Apenas ler também diverte bastante.


Clichês?

Não escrevam melação com um bando de marmanjos de trinta anos! São gays, mas não são retardados, não são crianças. Sou mais macho que muitos Davids de fics.

Mais macho que o David, até eu.

Ok, então, vamos trocá-lo pelo Pierre.


New School.

Ship: Pierre Bouvier/David Desrosiers.

Censura: NC-17.

“Uma gargalhada chama minha atenção e lá está ele. A perfeição. Em cima da mesa rebolando para um grupo de meninas e meninos, todos rindo muito. Ele ta cantando uma música que não faço a mínima idéia de qual seja.

Eu devo ter ficado parado olhando diretamente pra ele porque quando acordo do meu ‘transe’, ele ta olhando pra mim na minha frente. Levei um pequeno susto e corei quando ele me deu um sorriso, segurou no meu braço e disse:

-Você é aluno novo? Qual seu nome? Seja bem vindo!”


- Por Cínthia Zagatto.



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sexta-feira, 5 de junho de 2009

Jonas Brothers nos cinemas.

Lindo! Gostoso!! Viado!!!


Assim como em uma apresentação oficial, encontram-se nas salas as fãs e os haters, esses com várias tentativas frustradas de irritar aquelas que mal dão atenção aos comentários maldosos.

A intenção era de assistir para trocar a indicação feita sobre ‘Anjos e Demônios’, mas os planos mudaram assim que os ingressos foram comprados. O filme já havia começado há alguns minutos, e por trás das portas fechadas podiam-se ouvir gritos de cerca de quarenta garotas cujas idades variavam entre dez e catorze anos.

Se o filme que era para ser um show não apresenta apenas isso, intercalando também cenas de bastidores, passeio dos meninos pela Times Square e até mesmo o clip da música ‘Love is on its way’, as meninas conseguem fazê-lo mais que real. O áudio chega a ser abafado pelas vozes histéricas que cantam a plenos pulmões. É quase impossível encontrar uma cena em que um deles interaja com a câmera, ou eles interajam entre si, sem ter os ouvidos perturbados por berros estridentes.

Já no começo do filme, os irmãos aparecem fugindo de algumas fãs malucas. Lembram-se de todas as vezes em que dizemos “não corram atrás deles, fazê-los pensarem que são loucas não vai levar a lugar algum”? Em meio à fuga é retratada essa mensagem: enquanto eles correm da multidão, uma garotinha está tirando foto dentro do carro, e Nick se abaixa para aparecer junto a ela antes de voltar a se apressar.

Além disso, os adeptos a Jonascest não deveriam perder a oportunidade de ver Kevin e Joe se esfregando no palco. Àqueles que só conhecem uma música: não se iludam, ‘When you look me in the eyes’ não está no filme, que conta com a participação de Demi Lovato e Taylor Swift.

“Eu vou chorar” choraminga a criança ao meu lado. Quem não teve a oportunidade de comparecer aos shows de São Paulo e do Rio de Janeiro, realizados nos dias 23 e 24 de maio, enxugue as lágrimas e dirija-se ao cinema mais próximo. A sensação não é a mesma, mas é de arrepiar.


- Por Cínthia Zagatto.


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