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sábado, 13 de junho de 2009

Entrevista: Gabee Comeau.

Gabriela Dias da Silva, 21, Rio de Janeiro.


Você foi uma das autoras mais conhecidas e procuradas da comunidade. Como tudo isso começou?

Em 2005, quando fui ao show do Simple Plan, já tinha certo conhecimento sobre Hott Baguettes. No mesmo mês, eu comecei a ler. A comunidade Pierre (L) David era linda, e eu logo recebi um link para uma tradução, encontrei o LiveJournal e assim foi indo.


O que te influenciou a escrever?

Eu sempre gostei da época High School, estar no colégio me ajudou. A inspiração veio com Queer as Folk e algumas músicas. Comecei quando estava lendo fics da Isis e da Steh, e também me inspirava com as estórias da americana Sid.


Como se sente por ter seu trabalho reconhecido, tendo leitores até hoje, sem sequer as fics estarem postadas na comunidade?

Acho estranho, mas é engraçado. Ofereceram-me um lugar na fila do show do My Chemical Romance, e eu dei até um autógrafo na bienal. É ótimo, eu fico muito feliz com isso.


Aquela que a levou ao topo foi a ‘New School’?

Sim, o meu bebê. Era uma época em que eu me divertia muito com isso. Tinha terminado de escrever uma fic também colegial, e era pré-vestibulanda, então escrevi cerca de quatro capítulos, a Isis gostou e teve muita influência por ser a melhor beta-reader. Foi escrita conforme os leitores comentavam, eu adorava surpreender, e já tinha a ideia do final. Escutei as músicas certas nos momentos certos, e tudo se encaixou.


O que afastou você da comunidade? Antes suas fics podiam ser encontradas quase todo mês, mas faz algum tempo que não aparece algo seu nos tópicos.

Minha falta de tempo me desanimou, além de que na época eu estava com uma fic dedicada a alguém com quem discuti. As brincadeiras entre Pierre e David foram diminuindo nos últimos dois anos, e elas me inspiravam. Todo mundo sabia que não havia uma pegação ali, mas aquilo me animava. Eu cheguei a escrever uma one-shot Frerard, mas 98% das minhas fics eram Hott Baguettes, e eles amadureceram.


Tem vontade de voltar a postar?

Às vezes tenho vontade, mas não consigo terminar algo. Além disso, acho que o nível da comunidade caiu bastante. A preocupação com betagem é pequena, e há fics muito clichês, com temas repetitivos, quase plagiados.


Plágios?

Nunca! Já tive muitos problemas com isso para chegar a pensar na possibilidade, além de ser algo que me irrita. Se não tem ideias, deixe outra pessoa escrever. Apenas ler também diverte bastante.


Clichês?

Não escrevam melação com um bando de marmanjos de trinta anos! São gays, mas não são retardados, não são crianças. Sou mais macho que muitos Davids de fics.

Mais macho que o David, até eu.

Ok, então, vamos trocá-lo pelo Pierre.


New School.

Ship: Pierre Bouvier/David Desrosiers.

Censura: NC-17.

“Uma gargalhada chama minha atenção e lá está ele. A perfeição. Em cima da mesa rebolando para um grupo de meninas e meninos, todos rindo muito. Ele ta cantando uma música que não faço a mínima idéia de qual seja.

Eu devo ter ficado parado olhando diretamente pra ele porque quando acordo do meu ‘transe’, ele ta olhando pra mim na minha frente. Levei um pequeno susto e corei quando ele me deu um sorriso, segurou no meu braço e disse:

-Você é aluno novo? Qual seu nome? Seja bem vindo!”


- Por Cínthia Zagatto.



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sexta-feira, 5 de junho de 2009

Jonas Brothers nos cinemas.

Lindo! Gostoso!! Viado!!!


Assim como em uma apresentação oficial, encontram-se nas salas as fãs e os haters, esses com várias tentativas frustradas de irritar aquelas que mal dão atenção aos comentários maldosos.

A intenção era de assistir para trocar a indicação feita sobre ‘Anjos e Demônios’, mas os planos mudaram assim que os ingressos foram comprados. O filme já havia começado há alguns minutos, e por trás das portas fechadas podiam-se ouvir gritos de cerca de quarenta garotas cujas idades variavam entre dez e catorze anos.

Se o filme que era para ser um show não apresenta apenas isso, intercalando também cenas de bastidores, passeio dos meninos pela Times Square e até mesmo o clip da música ‘Love is on its way’, as meninas conseguem fazê-lo mais que real. O áudio chega a ser abafado pelas vozes histéricas que cantam a plenos pulmões. É quase impossível encontrar uma cena em que um deles interaja com a câmera, ou eles interajam entre si, sem ter os ouvidos perturbados por berros estridentes.

Já no começo do filme, os irmãos aparecem fugindo de algumas fãs malucas. Lembram-se de todas as vezes em que dizemos “não corram atrás deles, fazê-los pensarem que são loucas não vai levar a lugar algum”? Em meio à fuga é retratada essa mensagem: enquanto eles correm da multidão, uma garotinha está tirando foto dentro do carro, e Nick se abaixa para aparecer junto a ela antes de voltar a se apressar.

Além disso, os adeptos a Jonascest não deveriam perder a oportunidade de ver Kevin e Joe se esfregando no palco. Àqueles que só conhecem uma música: não se iludam, ‘When you look me in the eyes’ não está no filme, que conta com a participação de Demi Lovato e Taylor Swift.

“Eu vou chorar” choraminga a criança ao meu lado. Quem não teve a oportunidade de comparecer aos shows de São Paulo e do Rio de Janeiro, realizados nos dias 23 e 24 de maio, enxugue as lágrimas e dirija-se ao cinema mais próximo. A sensação não é a mesma, mas é de arrepiar.


- Por Cínthia Zagatto.


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sábado, 30 de maio de 2009

McFLY: Culpados ou Inocentes?

Quando se fala de Reino Unido, o estilo musical que vem primeiro à cabeça do público de jornais e revistas é o rock do The Beatles, ou o estilo alternativo do The Libertines. Algumas vezes se é lembrado também do The Strokes. Essas bandas, além de terem em comum o “The” do nome, também são responsáveis pela fama de sucessos na música provenientes do Reino Unido, mais precisamente Inglaterra.

No mundo de hoje é difícil lembrar-se de uma certa banda de quatro integrantes de olhos claros, dentes bonitos, que escrevem sobre amor e tem o humor como melhor amigo. É quase improvável que os adultos de hoje conheçam a banda que tanto faz sucesso no Brasil e na Europa. É raro para eles conhecer o McFLY. A não ser que seus filhos sejam fãs.

A banda composta por Tom Fletcher (vocais/guitarra), Danny Jones (vocais/guitarra), Dougie Poynter (vocais/baixo) e Harry Judd (bateria) está levando o Brasil à loucura. Ou talvez apenas transmitindo um pouco da loucura deles para nós. O McFLY fez seus dois primeiros shows em solo brasileiro no ano de 2008, e voltou neste fim de Maio para “botar para quebrar” como diriam nossos pais, que há alguns meses tiveram o Kiss como atração.

Ano passado a colunista que vos fala teve o imenso prazer de conhecer de perto um pouco mais sobre esses garotos, e dizer que eles são simpáticos, atenciosos e muito engraçados seria pouco. Eles são verdadeiros. São as mesmas carismáticas pessoas que aparecem nos vídeos tanto clicados no youtube.

Mas agora, entrando no assunto principal e relacionado ao Fics de Bandas, contarei aos leitores o que aconteceu no ano passado e algumas coisas por mim presenciadas este ano.

No dia 4 de outubro de 2008, por volta de 150 fãs foram atendidas em uma meeting improvisada no Hotel Hilton. Os meninos ficaram penalizados com as fãs que ficaram o dia inteiro em frente ao Hotel, esperando um aceno ou um abraço. Lá dentro, de dez em dez pessoas, os meninos tiraram fotos, brincaram, autografaram e marcaram a vida de cada uma daquelas pessoas.

No dia 4 de outubro também, uma garota agarrou cada um deles e os beijou à força.

No dia 7 de outubro de 2008, 250 pessoas se encontravam na porta da MTV Brasil, onde os garotos fariam uma entrevistam. No meio de gritarias, lágrimas e câmeras fotográficas, algumas pessoas privilegiadas entraram no prédio para encontrar com a banda. Esperando na recepção, essas pessoas puderam ver a hora da chegada dos meninos, que foram escoltados até dentro da Emissora por seguranças. Mesmo assim, Danny Jones sofreu perda de cabelo e sua camisa teve os botões estourados. Neste mesmo dia, uma fã pôde presenciar o desabafo do guitarrista, e até mesmo pediu desculpas em nome de todas as pessoas que estavam ali fora. Danny, sorrindo, lhe deu um abraço e disse apenas estar acostumado com pessoas pouco mais civilizadas, mas que entendia. E ele realmente parecia entender.

No dia 8 e 9 de outubro, a banda fez shows em São Paulo. Shows que marcaram a vida deles, e as nossas.

E em meio a vans invadidas e escaladas, meninas gritando e chorando, o McFly deixou o Brasil.

É nítido o desapontamento das fãs que não puderam conhecê-los este ano, atribuindo isto à má vontade e estrelismo dos garotos. Mas após todos os fatos que foram por mim presenciados e escritos aqui, eu deixo na mão de cada leitor avaliar se os garotos têm ou não razão em estar sendo guardados 24 horas por dia.

E mesmo inconscientemente, Danny Jones conseguiu animar as fãs que se postaram em frente ao Hilton nesta noite de quarta-feira. Bêbado, andou cambaleando pelo hotel após uma private party. Dougie e Harry também estavam no Canvas, bar do Hotel Hilton, mas em mesa separada do menino de Bolton.

Depois de todos os acontecimentos de 2008, a banda simplesmente foi forçada a ficar no hotel. Por ordem da segurança. Com tantos lugares para freqüentarem à noite na cidade que nunca pára, os garotos ingleses tiveram que se contentar com o pequeno mas aconchegante Canvas.

Então para os fãs, eu repito: Não é má vontade, não é estrelismo. Eles simplesmente não tiveram opção.


- Por Maah Rodrigues.

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